quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Na última hora: Presentes e Bacalhau à Mia

Somente ontem, há quatro dias do natal, dei início a maratona das compras de presentes de natal, a qual nos anos anteriores tinha como ponto de partida o mês de outubro. Estou bege com a minha falta de expediente, num dos momentos mais importantes deste ano. Creio que ainda estou meio perplexa mediante ao excesso da minha alegria, por estar junto com toda a minha família. Há dois meses, éramos 3 e hoje somos 9.

Creio que muitos estão na mesma lerdeza que eu, quer seja por motivos similares aos meus ou porque estão às voltas com os compromissos pendentes que devem ser resolvidos ainda neste ano de 2011.

Muita calma minha gente, ainda há tempo, mesmo que na última hora. Ano passado dei dicas presentes, para aqueles que são como eu era: precavidos e antecipados. Neste ano, estou simplificando, adotando critérios dar conta, no apagar das luzes, da missão de compra de presentes de natal:

  1. Fiz uma lista de cada querido ou querida que eu quero presentear e pesquisei os interesses e necessidades deles por observação ou por consulta;
  2. Foi regra neste ano a compra de presentes simples, fáceis e de preferência, comprados no comércio da esquina;
  3. Para os idosos listei chinelos de espuma laváveis, roupas de dormir, roupas de banho e cheirinhos de toda sorte;
  4. Para os rapazes selecionei camisetas básicas, bermudas, sandálias, calções, livros e discos;
  5. Para as mocinhas pensei em bolsas, sandálias, camisas, maquiagens, perfumes, cremes,   lenços, biquinis, viseiras, bijus; 
  6. Para os meus ajudantes e suas famílias listei peru, vinho, bombons e outros pequenos agrados que sempre trago de viagens;
  7. Para os que nos prestaram seus valiosos serviços com competência, amizade e carinho comprei vinhos e livros;
  8. Para o companheiro busquei aquele sabido objeto do  seu desejo, sempre.
Utensílios de cozinha, objetos de casa, artigos importados ou de informática, obras de arte, pequenas jóias poderiam ser uma opção de presentes mais sofisticados. Mas declinei desta vez. Seria muita produção, pois exigiria uma pesquisa mais apurada e muito dinheiro no bolso e isto está totalmente fora da minha disponibilidade.

De última hora também, pensei em fazer um bacalhau bem sofisticado para o almoço de natal. Digo "de última hora", ao refletir sobre o tempo necessário para demolha-lo, que varia de 2 a 3 dias. Mesmo assim, lembrei-me do maravilhoso  Bacalhau à Mia servido recentemente por meu compadre, sobre o qual me esbaldei. Vejam só a foto da delícia.



Para 6 a oito pessoas eu demolho 2 Kg de bacalhau do Porto com a sua pele. Já sem sal, eu retiro a pele, os espinhos e corto em pedaços( files) grandes e afervento em água por uns cinco minutos e reservo. 

Cozinho na água de fervura do bacalhau, 1,5 Kg de batatas com sua casca, deixando-as um pouco duras, corto-as em rodelas grossas (1,5 cm) e reservo. 

Cozinho, lentamente, em um vidro de azeite de oliva de excelente qualidade, em fogo baixíssimo, 3 dentes de alho picados e 1,5 kg de cebolas cortadas em rodelas até ficarem transparentes, tempero com sal e pimenta do reino do moinho, desligo o fogo, verto 2 colheres de vinagre de vinho branco e reservo.

Monto em um refratário camadas na seguinte ordem: parte da mistura de cebolas, os files de bacalhau, as batatas, um punhado de azeitonas pretas portuguesas e o restante do molho de cebolas. Levo ao forno médio, pré aquecido, a 180 graus por 30 minutos ou até que o azeite ferva. Salpico um punhado de salsinha picadinha e sirvo com arroz e nada mais.

É simplesmente  fabuloso!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sempre cabe mais um: Arranjos de mesa

Sinto saudades da mesa de refeições da casa dos meus pais. O centenário móvel, fabricado por meu avô paterno, em maciço jacarandá negro, comporta de 10 a 12 pessoas e é lindissimo. Embora negra, imensa e maciça, apresenta um desenho delicado, suave e em forma ovalada. Já mencionei em outros posts algo sobre as artes do meu avô por aqui. Porém esclareço um pouco mais, meu avô Pedro veio da Itália para o Brasil aos 30 anos, se estabeleceu como um comerciante de madeiras e um artista da marcenaria nos idos de 1800 e tanto. Foi um dos pioneiros na construção de BH. Por exemplo, o corrimão daquela bela escada espiralada do Palácio da Liberdade, foi produzido por ele. Muito legal!!!

Então, além de ter crescido cercada de orgulho por este homem tão especial, seus belíssimos móveis convivem comigo, desde que eu nasci até hoje.

A minha falta de tal mesa se fez presente nestes últimos dias, posto que a minha família  aumentou muito nestes tempos de festas. Ou seja, as refeições familiares em minha casa tem acontecido num maior aperto. Na minha mesa de 6 lugares, tenho de acomodar 10 comensais. Uso o meu móvel de louças para dispor os preparados frios, posto que os quentes com vapor podem estragar o lindo óleo da amiga Liliane Dardot ( abaixo) com cuidado para não ele não se expor ao vapor . No fundo eu me divirto com tal produção, mas gostaria de receber todos os meus com mais conforto.


Neste contexto de família grande, festeira e comilona é difícil pensar e viabilizar uma decoração de mesa, uma vez que nela muitos se acomodam cedo, no momento dos tira gostos e só se levantam após a última garrafa de cerveja. Vez por outra disponho sobre ela arranjos de flores e de frutas, mas confesso, eles duram somente até a primeira parte da maratona a dos petiscos. Obviamente que em dia festas grandes, produzo uma mesa com as minhas preparações culinárias dispostas em minhas louças e poucas pratas antigas, enfeito com heras e flores sobre uma toalha de mesa de linho e voi la. Ela fica semelhante a da imagem abaixo.


Penso que as ceias e almoços de natal  e reveillon merecem uma decoração mais caprichada. Então mostro abaixo uma seleção de fotos que fiz na internet, para me servirem de inspiração.

Uma alternativa bem legal é enfeitar com flores comestíveis frescas (brócolis, couve flor, alcachofras, figos), como abaixo.


Outra, é açucarar as flores comestíveis coloridas ( violeta, capuchina. rosas, amor perfeito) e as frutas frescas, como abaixo.



Esse processo é super fácil de fazer. Bastar pincelar as frutas e flores com clara de ovo e a seguir, passa-las por açúcar (eu prefiro o cristal). Após duas horas, elas estarão perfeitas, com este jeitinho orvalhado e meio que cristalizado e podem ser usadas sobre as mesas e com decoração de travessas.

Aproveitar a ocasião para usar minha coleção de pratos antigos também é bem legal. Gosto de usa-los todos misturados, em tons complementares e com arranjos de flores desses mesmos tons, como abaixo.


E se eu tiver um ataque de modernidade posso me inspirar na idéia abaixo.


Agora, para ser muito chique mesmo posso me inspirar no video Marie Claire Maison. Importante nessas inspirações são os arranjos de flores e frutas montados baixos, para não atrapalhar o convívio dos comensais. Não há nada pior do que ter de ficar empurrando para lá e para cá um enfeite, que ainda que ele esteja lindo, tampa os rostos dos nossos companheiros de mesa.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pausa para futilidades: removedor de esmalte

Vida dura esta minha! estava quietinha no meu canto, me fazendo de morta, sem pensar qualquer delírio consumista. Aí me escreve a filhinha de Paris, de malas semi prontas para a viagem de festas de fim de ano no Brasil, fazendo a tal pergunta que eu resisti em antecipar a resposta: mãe, tem promoção na Sephora, quer que eu te leve alguma coisa?Esta é a hora.

Bem, tudo aquilo que estava ali adormecido no fundo do meu ser, explodiu. Enlouqueci! Vai daí que passei uma tarde explorando as belíssimas futilidades da loja on line, montei uma humilde lista de 5 itens e enviei para ela no mesmo dia. Depois disso, me acalmei e voltei ao meu a...normal de pessoa que vive com o básico e que se dedica à missão atual de organizar as festas de fim de ano com a família unida.

Nesses dois últimos dias, tive que interromper a execução de tal projeto, mais uma vez, pois  me dediquei a apreciar as minhas belezuras trazidas do mundo de lá. Vejam só:

Á direita o maravilhoso lápis Khaki Electro (07) da Sephora ( detalhes na próxima imagem) e escovinha para tirar os horrendos excessos de rimel dos doces cílios.

Esta escovinha é o canal, naquele momento crucial em que usamos a máscara de cílios e os pequenos embolotam e grudam entre si. De sobra, uso a sobra que resta na escovinha sobre as sombrancelhas, para mascarar os fios brancos.

Este lápis eu descobri há mais de dois anos e nunca mais larguei dele. Ele é macio, com o brilho exato e de um verde acinzentado lindo!


Acima o estojo Pirates of The Caribbean da Urban Decay ( edição limitada) com 6 cores escandalosas, além de primer para pálpebras e lápis preto.

Mas a melhor de todas as surpresas foi o Bain Dissolvant Express Sephora. Trata-se de um removedor instantâneo de esmaltes. É enfiar a unha na buchinha que ocupa toda a embalagem e tantantantan... a unha sai limpinha, sem qualquer residuo do esmalte. Finalmente acabou aquela lamúria de ficar horas passando removedor com algodão na minhas unhas pintadas, sobretudo se o esmalte for escuro (marron, vermelho, preto, os meus preferidos). Então vamos combinar que pelo menos este produto não é fútil.



Vocês sabem que desde de novembro de 2011, a sacks, vende essa excelente marca de comésticos. Mas ainda não se acha tal produto. Então, aquelas que viajarem para o exterior não deixem de obtê-lo, pois vale super à pena.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ceia de natal: Peru incrementado

Todos já conhecem a minha predileção por aves como já expressei  em Frango de Vitrine e em Pato. Porém, o meu marido é desses que tem restrições organolépticas receitas produzidas com tais  animais. É assim que, afora o franguinho do dia a dia, que preparo de forma a mascarar as sua propriedades clássicas e tradicionais, devo reconhecer que poucas foram à vezes que me dediquei a explorar a culinária sobre os perus, patos, codornas e afins, como já comentei aqui.

Num destes últimos fins de semana tive a oportunidade de saborear, num dos meus encontros saborosos, promovido por meu grupo de amigas cozinheiras, uma codorna assada com molho agridoce, servida à moda do sul, com polenta mole. Estava simplesmente fantástica.



Mesmo tendo recebido todas as orientações sobre o preparo de tal delícia, sei que, por motivos óbvios, dificilmente o reproduzirei em minha casa. Também o tradicional perú assado, belíssimo prato que me seduz nas ceias de ação de graças encenadas nos filmes americanos (não tiro olho dele, gente!) não irá merecer a minha atenção, exceto nas ceias de natal e muito de vez em quando.É o caso deste natal, posto que fiquei encarregada de preparar o peru para a ceia da minha família.

No lar da minha juventude, vez por outra, era servido o peru assado no natal. Isto acontecia quando era adquirido de véspera, uma ave ainda viva que dormia bêbada no terreiro da casa. Naquela época não existiam perus congelados e disponíveis no mercado.Trata-se de um preparo que  sempre considerei difícil em termos de sabor. Via de regra, diferentemente do frango,o peru assado guarda uma carne fica seca e sem graça.

Mas desta vez estou animada em explorar o seu máximo em sabor e textura, usando um preparo inspirado em receitas dos ingleses J. Oliver e  G. Ramsay.

Limpo, em temperatura ambiente, um peru pequeno (sem as patas e nem o pescoço).  Tempero por dentro com sal e pimenta do reino moída. Separo com as mãos, bem delicadamente, a pele do peito, da sua carne, de um lado e de outro. Ali, entre a pele e a carne eu insiro uma manteiga de ervas, em pequenas partes, espalhando bem por todo o peito, empurrando-a delicadamente com as mãos. Essa manteiga é preparada com 200g de manteiga fria amassada com raspas de um limão siciliano, suco de meio limão siciliano, sal, pimenta do reino, 2 ramos de tomilho picados, 2 dentes de alho amassados, um ramo de alecrim picado e um fio de azeite. Abaixo mostro uma imagem desta técnica sobre um frango e realizada com faca. Mas eu prefiro fazer com a mão, pois acho mais seguro.

Com todo o carinho, arrumo a pele sobre a ave de modo a cobri-la por inteiro. Recheio o peru com uma cebola, uma folha de louro, um limão siciliano inteiro ou uma laranja azeda e aferventada. Fecho o peito com palitos e amarro as coxas para ele ficar de pernas fechadas e bonito. Para assar o peru, eu prefiro mais usar este tipo de recheio do que a farofa, por proporcionar à parte interna da ave um cozimento equilibrado, suculento e cheio de sabor. Unto toda a ave com a manteiga de ervas que sobrou e massageio delicadamente, para não extrair a manteiga sob a sua pele. Rego com um pouco de azeite.

Asso, numa assadeira que possa ir ao forno e ao fogo, em forno alto, pré-aquecido a 220 graus, por 20 minutos ou até ele dourar. Retiro do forno e cubro o peito com um pacote de bacon cortado em fatias finas. Volto o preparo para o forno médio, a 180 graus e asso por mais umas 3 horas (30 minutos,para cada quilo). De vez em quando, eu rego o peru com o molho que vai se formando na assadeira. Sempre fico em dúvida se devo cobrir o assado com papel alumínio. Mas sempre decido sobre isto ali, na hora do cozimento. Se acho que ele está dourando muito rápidamente eu cubro com o laminado. E claro, se o bacon ficar crocante, antes do peru, eu o retiro, reservo e deixo seguir o seu cozimento.

Ao ficar assado, corado e lindo, retiro o bacon, o recheio de cebola, as duas asinhas, o sobre e o transfiro para outra panela, cubro com um laminado e espero descansar por umas 3 horas. Este é o segredo do peru macio, suculento e saboroso: o descanso do guerreiro pelo mesmo tempo do cozimento.

Enquanto isto, coloco a assadeira que saiu do forno sobre o fogo baixo, junto com as asinhas e o recheio picados (cebola e cítricos), uma colher de manteiga, uma colher de farinha de trigo e depois de bem quente, deglaço com uma garrafa de sidra seca ou dois copos de vinho branco seco. Adiciono um pouco de caldo de galinha para diluir um pouco o molho. Deixo em fogo baixo por algum tempo, até cozinhar tudo muito bem, quase que desmanchando e para engrossar. Amasso os legumes, passo a mistura por uma peneira, espremendo bem os pertences para extrair todos os sabores , acerto o sal e a pimenta e sirvo o caldo numa molheira à parte. Se tenho, adiciono nozes quebradas no final do preparo.

Para acompanhar tal preparo sugiro o recheio do Oliver, que pode ser servido assado ou uma farofa de castanhas , substituindo o biscoito por pão dormido e esmigalhado e adicionando o bacon crocante e picadinho.

Melhor do que isto, não tem jeito de ficar!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Presentes de natal: Embrulhos

Hoje é dia da Santa Çãozinha, padroeira de BH, último dia para a montagem da árvore de natal, de acordo com a tradição da minha família. Então, no lar da minha infância, nesse dia, já com todos os enfeites providenciados e a base da árvores montada para a finalização dos projetos de arranjos natalinos. Eu adorava aqueles encontros como minha mãe e minhas irmãs, que sempre se transformava em uma festa antecipada. Gostava mais ainda de, a partir de então, poder compartilhar com elas a lista dos meus desejos de presentes, mesmo sabendo que nem todos seriam satisfeitos.

No grande dia da véspera, minha casa era de muita animação, durante todo o dia, na arrumação da casa e no preparo as delícias da ceia. À noite vestia o meu melhor vestido para esperar os convivas, que eram muitos. Afinal, minha avó morava conosco e pelo menos as famílias de 10 de seus 13 filhos e enteados, participavam do encontro. Festinha para ao menos 70 pessoas. Confesso que aqueles momentos para mim compunham a verdadeira felicidade.

Depois da ceia, na hora de ir para a cama eu já sabia que tinha que dormir logo, ou pelo menos fingir, para que o Noel colocasse os meus pedidos ao pé da cama. Cedo eu descobri, que os meus pais e minhas 3 irmãs mais velhas é que faziam as vezes do bom velhinho. Porém, o segredo desta descoberta eu guardei comigo por muitos anos, para continuar experimentando aquele momento de alegria deles. Eles se divertiam muito com a manutenção do mistério sobre a existência de Papai Noel. E vamos combinar: é divertido mesmo.

Eu mantive esta tradição com os meus filhos e neto. Listava os desejos deles no dia da montagem da árvore e na madrugada de natal, eu e o meu marido esperávamos todos dormirem para, então ,arrumar os presentes sob ela. Aí, ao acordarmos na manhã de 25, comentávamos em alto e bom tom de mistério pela casa: Olha...Papel Noel chegou! Todos pulavam da cama e corriam para a árvore para abrir os presentes.Era uma verdadeira delícia, mesmo mediante às decepções que eles tinham ao verificar que nem tudo que foi pedido, foi atendido.

A despeito de conviver com a dura realidade de inexistência de Papai Noel, nós seguimos até hoje colocando os presentes sob a árvores de natal. E sempre mantendo o ar de mistério e de surpresa que a tradição exige.

No ano passado, postei algumas idéias para embrulhos de presentes de natal. Continuo acreditando que o mais simples dos presentes torna-se o mais sofisticado se embrulhado de uma forma bacana. Afora que uma bela árvore de natal não pode ser desmerecida com presentes mal embrulhados sob ela. Ao pesquisar sobre embrulhos de presentes encontrei inúmeras opções de montagem. Eu tenho predileção pelos mais simples, sobretudo por aqueles que possam utilizar dos inúmeros papéis, retalhos, botões, fitas e linhas que guardo em casa.

Mostro abaixo, imagens emprestadas da internet sobre algumas das idéias que me servirão de inspiração.


 Este vai me ajudar a utilizar as fitas.


 Este, num estilo oriental minimalista, é fácil simples e elegante
 Usando paninhos e flores naturais secas.

Usando sobrinhas de lã.


Usando papéis impressos


Usando enfeites, retalhos e fios de outros carnavais.

Quem quiser pesquisar mais idéias inspiradoras pode navegar por aqui,aqui e aqui.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sob pressão: lençóis

Hoje eu vou discutir uma questão importantíssima, completamente desvinculada do espírito natalino (ao qual eu me propus submeter nestes próximos dias) e que acomete a maioria das donas de casa: como dobrar os lençóis de elástico.

Pode parecer banal. Mas para mim não é. Para não me irritar, eu nem abro mais o armário da minha casa, dentro do qual estes elementos desorganizadores estão guardados. Pois ali é um fusué só. Tudo embolado ocupando espaço demais. Irritante! Pôxa, lençol de elástico é tão bom! Não merecia ser tão odiado por mim, nos seus momentos de desuso.

O pior é que eu, há priscas eras e com muita dificuldade, aprendi a dobra-los com a madame Martha Stewart. Ensinei esse truque para a minha ajudante, que aprendeu com precisão. Porém, em menos de dois tempos, ela desaprendeu todo o processo...e eu também. Creio que neste caso, não calam as raízes, vindas da história de crescer sem o conforto dos tais lençóis. Pura falta de costume. Além disso, sabem como é, o estilo Martha é complexo e perfeito, exige braços fortes, muita atenção e um bom controle motor. Ou seja, é muito fácil de esquecer. Com muita tristeza, reconheço que jamais terei os predicados domésticos desta estrela. Ela, realmente, não tem nada a ver comigo.

Vai daí que eu, na minha missão de buscar uma excelência em organização doméstica, como já confessei várias vezes (aqui), resolvi investir, mais e outra vez, na solução deste problema, buscando dominar a arte das dobraduras lençolinas. Quem sabe eu consigo ter um armário de roupas de cama mais decente!

É assim que ao assistir ao programa Santa Ajuda do GNT , me deparei com um jeito muito simples de fazer as tais dobraduras (como dobrar lençois de elástico). O procedimento exige alguma habilidade e uma mesa de bom tamanho. No mais, é mole.

E vamos combinar, dormir numa cama lisinha é ótimo, ter armários organizados e arrumadinhos também. Além do vídeo que compartilhei acima, mostro abaixo um esquema para auxiliar ainda mais no desenvolvimento do processo.

Ressalto que após o passo 4, deve-se ficar atenta ao tamanho do local onde os lençóis serão guardados, para dobra-los na medida adequada a tal espaço.

Aproveitando o embalo, compartilho abaixo um vídeo que dá dicas sobre diferentes formas de dobrar toalhas. A mocinha é meio chatinha, mas as dicas dela são boas. Portanto, relevem.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Meus enfeites de natal e as visitas virtuais do mundo de lá

Ai que aflição! Eu estou aqui encalacrada com o meu trabalho de profissional reconhecida e ansiosa com aquele outro, o doméstico, que está em quase que total falta.

Falta quase tudo para as festas de fim de ano que eu planejei com a família. Tanta coisa para eu resolver por aqui, antes do natal! Às vezes penso: hum, é melhor cascar fora com a família para passar um natal/reveillon na praia. Mas aí me vem aquele enlevo de querer arrumar a minha casa e as minhas delícias, para presentear os meus queridos, como eu venho sonhando. E convenhamos, na idade dos meus filhos e do meu neto, que está voraz pelas coisas da terrinha, eu não acredito que eles queiram sumir daqui. Enfim, para eles e para mim, nada melhor do que a nossa casinha nesta época.

Honestamente, alguma coisa eu consegui arrumar, sim. E foi justo aos intervalos em que o computador pifou, a rede caiu, a luz apagou ou a visita inesperada chegou. E claro, que nesses espaços de tempo de trampo, cuidei, em primeiro lugar, dos meus enfeites incompletos de natal. Resolvi propor á família uma primeira arrumação, já posta e colocada. Se os que chegarem quiserem melhorar, acho ótimo.

Devo confessar que ainda não entrei em qualquer loja física, desde que começaram os apelos natalinos. Portanto, tudo que eu arrumei em casa foi às custas das tranqueira que trago ao longo de muitos anos (enfeites de natal). Ao meu ver, os arranjos ficaram bem bonitinhos, mas muito ordinários. Merece algum up grade. Vejam só.

 Minha árvore de natal montada com bolinhas vermelhas e luzinhas multi-coloridas, num cacho seco do coqueiro da minha casa


Enfeite da porta de entrada, arranjado com fitas douradas e bronze e bolas douradas


Meu cacho de quiabos e pimentas vermelhas de Tiradentes, enfeitado com bolas prateadas.

Agora uma coisa é certa, as minhas dicas de natal estão fazendo sucesso. Ao pesquisar as estatísticas do meu blog, verifiquei que as minhas visitas aumentaram muito ultimamente. Várias delas, vem do mundo de lá: Portugal, França, Rússia, Tunísia, Usa, Inglaterra, Croácia. Mas a maioria é mesmo daqui. Que bom!

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