domingo, 27 de fevereiro de 2011

Só lar, aos montes... Molho dos sete sabores

Nem todas as minhas histórias de comidas são boas. As histórias ruins, acontecem às vezes. Não porque a preparação seja desprovida de charme ou sabor, mas, sobretudo, porque a história que a envolve é ruim, traumática. Nesse caso eu me frustro ao relacionar aquele sabor à aquela história triste.

Foi assim quando, pela primeira e única vez, experimentei o Locro, uma receita tradicional da culinária argentina. A preparação que eu comi, estava no capricho, muito bem feita e saborosa. Porém, a história que a envolvia era, no mínimo, triste... Então, rasguei a receita impressa, que a anfitriã me ofereceu e nunca mais comi tal prato.

Mas como a vida é boa, e as comidas clássicas também, encontrei uma outra história para me ligar positivamente ao Locro, compartilhada com os  Medina.

Tenho um casal de ótimos amigos, Ana e José Maria Medina (um argentino, portenho) que mora em Santana dos Montes, MG, em um casario restaurado e reformado, que se apresenta em  uma belíssima pousada, o Solar dos Montes. Situa-se na praça de cidade, a qual é um verdadeiro bibelô.

O encantador  jardim da pousada é imenso e cheio de dálias ( dentre várias outras espécies), flor que eu adoro, por seu grande tamanho, e pela grande diversidade de formas e cores. Os arranjos florais preparados com elas, constantes na pousada, são simplesmente... arrasadores.

 Abaixo compartilho algumas imagens de dálias que emprestei da internet.



Que lindeza....
Soube que tais flores também são chamadas de Georginas. Então, minha amiga, Geo, taí a minha homenagem para você...

Afora toda a beleza do local e a simpatia dos meus amigos, a cozinha da pousada é um espetáculo. Serve sabores da tradição mineira, portuguesa, espanhola e argentina, inspirada em receitas de família dos donos.  Eventualmente, o chefe do Ermengada ,  o Guilherme (Camarão), também repassa novidades culinárias para a cozinheira chefe, da vez.

Duas receitas se destacam dentre as fartas e deliciosas refeições ali servidas e que já tive o prazer de deliciar. Tratam-se de dois verdadeiros sucessos entre os comensais: o molho dos 7 sabores e o Locro. A receita do Locro, considerando que a minha reconciliação com tal preparação, é recente, eu ainda não tenho os passos e ,portanto, nem a  preparei.  Então, não dá para publicar. Mas a do molho, que já fiz e refiz inúmeras vezes e adoro, eu repasso aqui.

Eu junto em 6 colheres de sopa de azeite, 2 de vinagre balsâmico, um dente de alho bem picadinho, 1/4 de cebola bem batidinha, sal a gosto, uma colher de sobremesa de orégano e uma de molho inglês. É só misturar para emulsificar um pouco e servir em saladas, pães, massas e grelhados.

É fácil, versátil e deliciosa...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Tem homem que acolhe a alma feminina

Dentre esses homens, que tem um lado de alma feminina, ressalto aqui, aqueles artistas, os quais, em sua obra, demonstram o saber do feminino mulherzinha. É o caso do fotógrafo alemão, de 74 anos, Hans-Peter Feldmann, ilustre desconhecido até há uns poucos anos atrás. Hoje é um "queridinho" da Europa e deve vir para 30° Bienal de SP.

Fui apresentada a ele, lendo a Ilustrada de hoje, em matéria que está aqui. A maravilhosa obra, reproduzida em tal matéria para divulgação é, simplesmente, euzinha, retratada em várias fotos, em uma sequência, que me representa, no começo de todos os meus dias,quando saio para a vida. Uma vida difícil. que é a de ser simultaneamente saudável, cheirosa, maquiada e elegante, profissional senior, cozinheira, blogueira e metida a jardineira e artesã. Sendo bem realista, só mesmo a Martha Stuart, que fez deste estilo um negócio que a deixou milionária... Não é o caso de nós mortais, mulherzinhas simplesmente...

Mas voltando ao artista, gostei tanto da imagem apresentada na Ilustrada, que a reproduzi na apresentação do meu Blog, pois tem tudo a ver com o espírito dele . Este artista, me inspirou por demais. Corri atrás de outras obras dele, a fim de comprovar o meu sentimento. E comprovei, ele sabe de nós mulheres...

Ao pesquisar mais sobre sua obra vi que ele, além de fotografar pernas, bocas e rosas femininas, tem instalação de sapatos, os meus queridinhos... Claro que, por isto tudo, a minha afinidade com a obra dele foi imediata. É demais...

Vejam só algumas imgens que obtive no google...



Rosas, putz eu adoro e luto para ter em minha casa. Eu não consigo tal feito, mas o artista me deu elas de presente....


E as pernas,em suas várias posições, que fazemos todos os dias,sem nem perceber.Ele sacou isso e teve a coragem de nos mostrar que entendeu...


'Os passos da produção do nosso make diário. Essa, sem qualquer sofisticação,clássica, que é o que sempre procuro.


Acima e abaixo, as instalações com sapatos de salto.Um estímulo para eu continuar na minha missão de usá-los sem qualquer constragimento.É muito lindo,chique e mega mulherzinha...

Tá meio sem foco, mas o artista tá sentadinho admirando a nossa admiração... Não é lindo???

Como se não bastasse ele nos mostra uma instalação com vasinhos floridos, pregados na parede de uma forma inusitada, com as flores encarando a nossa cara. Demais...


Podem saber, se ele estiver na próxima bienal, não vou perder...Fora que é  uma ótima desculpa para me atualizar no consumo inútil...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pará e seus peixes deliciosos, again

Lá vou eu de novo para as terrinhas de lá. Bem que podia ser Belém! Mas não, é Parauapebas , meiss... Pelo menos o meu dia de trabalho vai ser em Carajás, naquela ilha da fantasia no meio da floresta nacional... E com boas companhias...

Parece incrivel, mas uma das melhores comidas baianas que já comi foi em Parauapebas( Peba , para os íntimos), no Bar do Baiano. Trata-se de um boteco simples, com TVs no salão, sobre as quais, é obvio, é necessário sempre solicitar o garçom para diminuir o volume. Lá também tem a cervejinha mais gelada do pedaço. Prefiro e com gosta de cerveja vai me entender, a famosa e deliciosa Cerpinha, que é produzida na região... A The Best do pedaço.

Da última vez que por lá estive (aqui), me esbaldei no dito bar: Acarajé aberto, com vatapá de camarão fresco, pouco dendê e pouco leite de coco e uma quase nada de coentro.... e Tucunaré frito, excelente peixe do Pará, servido com pirão de leite, arroz, salada, farofa, regado a pimenta e tucupi ( não sabia que eu gostava tanto disto), que é servido sobre a iguaria na quantidade do nosso gosto. Eu abuso de tais temperos, pois adoro sabores picantes.

Olhem só a aparência das delícias apresentadas em fotos tiradas do meu celular.. Portanto, bem amadoras...

Acarajé aberto com vatapá sem coentro, que ocupa um prato inteiro.maravilhoso de bom...


Tucunaré frito, hummmmm

Vamos combinar, o Peba é desprovido de qualquer charme, parece um lugar do faroeste de tão degradado e feio. Nem parece que estamos na amazônia Mas as comidas de lá, que beleza....

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Amizades com tempero

Obviamente eu não fotografei a minha massinha com limão. Fiquei tão excitada com o reecontro, as conversas e os temperos que eu ganhei  da Anita, que me esqueci total das fotos... mas a preparação ficou deliciosa...

Sobre os tais temperinhos, devo dizer: um verdadeiro mimo... Ela compartilhou comigo aqueles sabores orientais trazidos de Paris, separando uma parte, que embrulhou e um papel manteiga, e guardou dentro de envelopes amarelos com o nome de cada um escrito a mão... Vejam só...



Então, é o tal negócio, serei "obrigada" ( kkkkkk) a usá-los em preparações bem especiais. Como primeira idéia, pensei em fazer um frango indiano, como o que eu saborei na casa de outra amiga muito fofa também. Um espetáculo!!! Ela nos serviu tal quitute em uma mesa maravilhosamente produzida com cristais franceses e guardanapos da Ilha da Madeira. Nada mais chique. Olhem e babem...



Olhem o tal frango. Sâo sobre coxas muito bem temperadas com temperos orientais e castanhas moídas.

Eu não tive o privilégio de ter em meu enxoval qualquer das maravilhas, originadas da famosa ilha. Já viram, né? quarta filha de um total de seis. Quando chegou a minha vez de casar, as toalhas, panos de bandeja, jogos americanos, perfeitamente costurados em linho e/ou organdi suiço e finamente bordados com linhas de seda pura coloridas, em lindos desenhos e pontos perfeitos ( o avesso dessas peças é tão perfeito, que pode ser confundido com o lado direito) eram inacessíveis para a família. Até hoje, jamais ví bordados tão lindos e ainda sonho em ter tais maravilhas. Sempre as procuro nas feiras de antiguidades. Mas, quando encontro, são caras ou muito grandes para a minha mesa.  Me contento, então, com os bordados nordestinos e claro com as lindas peças contemporâneas pintadas a mão, como as que eu já mostrei em um post de natal (Rita Lessa) ou aquelas que eu mesma tento montar usando tecidos combinantes, como já comentei aqui ...Não dá para ver os detalhes. Mas que é lindo é... vejam só

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pérolas da vida: Penne ao limão

Devo confessar, não existe jóia que eu mais goste do que aquelas feitas com pérolas. Tenho colares,anéis e brincos montados com tal belezura. Claro que existem várias peças no mercado que eu acho  meio cafonas, do tipo daqueles cordões, com de pérolas muiticoloridas do Medalhão Persa. Eu prefiro os desenhos e as montagens clássicas, do tipo Jackie Onassis. Acho chiquérrimo os colares de um fio só, os brincos com uma pérola só, o anel solitário. Combina com tudo, até com jeans, camiseta e havainas.  E tais jóias ficam bem em todas as ocasiões, até nas compras do mercado...

Eu tenho um colar de pérolas barrocas, bem lisinhas, dispostas em cordão, com um fecho em brilhantes que é um espetáculo.Tal fecho me permite várias utilizações, tal como mostro abaixo.







Esta conversa fiada sobre as pérolas foi inspirada no meu dia de hoje, que começou com a minha manicure me passando o maravilhoso esmalte Chanel Black Pearl, que é da cor exatinha da pérola negra. Eu tenho um belo anel solitário com tal pedra, que usei na foto para comparar as cores e o brilho. Vejam só...



Então... De Chanel, fui para Paris, pois hoje recebo uma amiga recém chegada de lá, que me traz temperos indianos. Hum!!! Vou ter que pesquisar sobre tal cozinha. Oportunamente, posto aqui as delícias pesquisadas.

Hoje, para a minha alegria, pensei em servir um fettucine a carbonara que eu já postei aqui. Mas como ela é minha seguidora e está super entusiasmada com a culinária, creio que ela já deve ter experimentado o talzinho.

Então, servirei um Penne ao Limão, com um maravilhoso Bordeaux,que me foi presenteado pelo meu neto, seu pai e sua boadrasta Maria...

Este molho de limão é super fácil e prático de fazer, pois sempre tenho tudo em casa. Infelizmente, embora o meu pé do siciliano (aqui) esteja carregadinho, todas as frutas estão verdes. Ô dó sô... Então vou usar o Taiti mesmo. Para um pacote de penne de grano duro, eu refogo 1/2 cebola em uma colher de sobremesa rasa de manteiga. Quando ela está translúcida, eu deglaco com um cálice de vinho branco seco. Junto as raspas e o suco de meio limão e 500ml de creme de leite fresco. Depois de ferver, eu tempero com sal, pimenta do reino branca moída na  hora e sirvo sobre a massa com salsinha picada e queijo parmesão ralado.

DICA: O ponto de qualquer molho cremoso é identificado, quando se passa o dedo na parte de trás da colher de preparo e o molho é removido inteiramente, separando as duas partes...

Aproveitem....

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O ex vilão : Aioli e ovos en cocotte

Hoje a minha inspiração para este texto, foi a coluna da bunitinha da Luiza Fecarotta ( carreguei ela no colo, gente!), na Ilustrada da Folha, sobre o ovo,  (em busca dos ovos perfeitos... ). Nada a ver com o conto da Clarisse, "O ovo e a galinha" que é muito doido e bonito. Mas tudo a ver com a minha paixão por ovos, preparados em todas as suas formas e em todas as preparações doces e salgadas... Hoje me sinto uma pessoa livre para consumí-los, pois sei que esta história sobre a sua vilania, faz parte do passado. Vejam se não dá água na boca.


A minha  perseguição culinária desta semana é, certamente, o ovo. Tudo  começou com a minha avidez por um bife a "cavalo" que saborei no almoço de domingo, o qual me frustrou bastante: o bife de alcatra estava fino e bem  passado demais ( detesto) e o ovo muito frito, duro e frio ( passou, só porque é ovo). Gente, ovo frito tem os seus segredos na hora de fazer. Não pode ficar esturricado e nem, tampouco, com a clara crua. A Luiza discute na crônica dela a importtância do preparo de um bom ovo. Em primeiro lugar, a sua origem deve ser nobre, vinda de galinhas caipiras... No dia seguinte, comi panquecas preparadas para o jantar, pela Lene, minha ajudante. Ficaram ótimas, apesar da massa meio grossa, mas desmanchando na boca. O recheio era de legumes, carne e passas, muito bom...

Em seguida, resolvi experimentar o Aioli que eu trouxe da Provence, daquela leva de compras de delícias do empório da Route Napoleon (que referenciei aqui).

Devo confessar, foi uma luta realizar tais compras da França, pois eu estava acompanhada de  pessoas (6 adultos e uma criança) famintas e enjoadas ( nos dois sentidos), num carro  cheio de malas caindo por todos os lados, sem espaço para uma pulga sequer, numa autêntica farofa brasileira... Só para terem uma idéia, sob protestos, passei o restante deste roteiro ( até chegar na minha casa no Brasil), viajando com um saco de chips de batatas roxas, orgânicas e maravilhosas nas mãos, para elas não quebrarem. Ironicamente e já de volta, ao me lembrar delas, para serví-las em casa, percebi que já tinham vencido, kkkkkkk

Olhem só o que ainda sobrou de tais compritas...




A geléia de rosas, que eu comprei lá, quebrou durante a viagem. kkkkk. Resultado, fui obrigada a comprar outra ( a da foto) em Saint Remy, no hospital (hoje museu) que Van Gogh ficou. Lá estão as iris roxas maravilhosas ( estavam floridas) , que ele pintou tanto e tão divinamente...

E hoje, a Luiza vem me falar de ovos...

A minha receita de Aioli é inspirada na Patrícia Wells, que é uma autoridade na culinária francesa. Eu descasco 6 dentes de alho fresco e retiro o"embrião" verde do centro do alho ( ele dá um gosto meio amargo nesta preparação). Soco tais dentes no meu almofariz de pedra ( pode ser o socador de alho normal) com 1/2 colher de chá de sal até formar uma pasta. Aí, eu junto duas gemas de ovo ( uma,  por vez),  misturando bem até que esteja tudo muito bem incorpado. Vagarosamente, pingo a pingo, vou deixando cair, na preparação, uma xícara de chá de azeite de oliva extra verde de excelente qualidade, até atingir uma consistência de maionese. Fica ótimo em pães  e grelhados.

DICA: toda a preparação do Aioli tem de ser feita em temperatura ambiente.Ovos gelados, não rola, desanda...

Antes de chegar a Provence, passamos por Montpelier, onde meu filho experimentou os ovos "en cocotte", servidos com salada de folhas e torradas. Maravilhoso.

Eu gosto dele  assim, coloco as cocotte ( pequenas vasilhas refratárias) no fogão, em banho maria ( no forno quente também pode), com uma colher de sobremesa de manteiga. Quando a água ferver e a manteiga derreter,eu escorro o ovo inteiro ( sem casca, claro) e devolvo ao forno. No momento em que as claras começam a talhar, eu junto uma colher de sopa de creme de leite fresco em cada, tempero com sal e pimenta do reino moída  na hora.

Vejam só na imagem que emprestei da internet com várias formas de preparar tais ovos,



Com ervas, mostarda e creme de leite, com creme de leite, com caldo de pato...

Existem muitas outras maneiras de servir tal gostusura: com tomates, mangericão e queijo ralado, molho de cogumelhos, com a forma forrada de presunto cru e servida com lascas de cebola roxa, levemente refogada por cima entre outras. Trata-se de uma ótima entradinha...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

quarta sem lei, o retorno

Amanhã, é dia de quarta sem lei, ( como já postei antes aqui), em minha casa. A convidada de honra é uma amiga de infância da minha família, que mora em Paris, boadrasta do meu neto e está visitando a sua família. Torço para rolar um jogo de buraco entre os presentes.

Ando tão enrolada que ainda não pensei na comida. É difícil, bolar algo, pois na casa dela já nos deliciamos com tantas gostosuras francesas, que só dá para pensar em algo bem brasileiro.

Creio que vou aproveitar uma sobra de rosbife que tenho em casa e fazer uma salada de carne ( lagarto desfiado, com cebolas, tomates, azeitonas,salsa, mangericão, hortelã e pimentão picados, tudo frio muito bem temperado com louro, sal , limão, pimeta do reino e da calabresa e azeite ) para comer com pão de queijo.

Eu até sei fazer pão de queijo, receita me passada pela sogrinha. Mas depois que provei a receita do meu comprade Mário, que é sensacional, nunca mais fiz...Ele não passou tal caminho,  e ele não desgruda dele de jeito nenhum... Então, para não fazer feio, uso o PQ  congelado mesmo...

Ah, vou fazer torresmo também, em comemoração ao meu dia de início de dietadecontangemdecalorias, arg... E claro, não faltarão as castanhas de cajú, do Pará e nem as paçoquinhas...

Quanto às bebidas, também comemorando a dieta ( he,he), servirei cerveja e caipis de cachaça e Busca Vida que já descrevi a produção aqui .

E finalmente, pelas mãos da convidada, chegará em minhas mãos ( e nas minhas unhas, muito em breve) o esmalte Black Pearl Chanel que a tal queridinha amiga me trouxe. Não vejo a hora.

Este verniz também estava na minha lista de compras de viagem. Mas, que bom, vou me paroveitar dele bem antes do programado... E claro, já o subtistui na minha lista pelo Riva, também da Chanel, que é uma azul meio cinza, muito lindo...

Vejam abaixo tais cores, nas unhas das modelos... Depois eu os mostros nas minhas unhinhas

Black Pearl
Riva
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